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Metodologia BIM em projetos de Terraplenagem

A modelagem da Informação da construção (BIM) já se provou requisito básico para alcançar uma melhora na qualidade no tratamento das informações de um ativo em todo seu ciclo de vida. As informações que permeiam esse ciclo de vida são de diversas naturezas e seu tratamento exige processos e conhecimentos particulares, ao passo que a tecnologia avança em ritmo heterogêneo nos setores da indústria.

Após um amplo desenvolvimento em Ativos Verticais, o BIM protagoniza agora um momento de atenção especial em Ativos Lineares, marcado pela publicação da especificação IFC (Industry Foundation Classes) 4×3 pela BuildingSmart, que amplia o domínio para os ativos de Infraestrutura.

Apesar dos avanços recentes, os projetos de infraestrutura já eram produzidos com princípios de modelagem da informação, porém de uma forma menos sofisticada, permitindo uma implementação menos radical, porém convivendo com limitações, resultando em solução híbrida. Isso significa que muitos objetos estão sendo modelados isoladamente baseados na arquitetura CAD e alimentados com Tabelas de informações, perdendo o seu relacionamento de contexto, semântica e habilidade de atualização. Sendo assim, a utilização de rotinas de automação vem suprindo a deficiência tecnológica das ferramentas de mercado que continuam se adaptando, permitindo vivenciar os benefícios que a modelagem da informação de ativos de infraestrutura incorpora.

Dentre as disciplinas de um projeto de infraestrutura linear a terraplenagem desempenha um papel fundamental e tradicionalmente o seu cálculo se dá pela amostragem de seções transversais a uma frequência padrão, denominado estaqueamento. As áreas obtidas dessas seções são utilizadas para calcular os volumes dos materiais utilizando-se da média entre as distâncias, alcançando-se um valor aproximado do real. Apesar do volume ser calculado pelas seções, o material existe modelado no software no formato que chamamos de corredor, então é necessário para sair do formato híbrido que o volume seja extraído deste objeto.



A semântica por trás de um objeto que representa corpos de materiais volumétricos são malhas tridimensionais e para serem modeladas é necessário seguir regras em topologia, senão o produto “Sólido 3D” não é criado desta malha, e o parâmetro volume é somente extraído de um sólido 3D. Além de ser usado para coordenação de modelos e operações Booleanas interessantes para repartimos nosso modelo em áreas de interesse como a referência linear do estaqueamento.


Outra etapa importante que exige análise do engenheiro é a distribuição dos materiais, e somente há celeridade se todos os materiais estejam modelados para nenhum cálculo seja necessário e ser passível de erro humano, nesse momento o uso de objetos paramétricos é fundamental. É comum que materiais como escalonamento, camada final, rebaixos, solo mole, empréstimos, hidrossemeadura, etc. sejam calculados por fórmulas, mas o BIM oferece a transposição dessa barreira.

Por fim, com todos os materiais em mãos, isto é, seu volume e localização, a distribuição pode ser auxiliada por métodos matemáticos como o Stepping Stone. Hoje no mercado já existem soluções que se conectam ao seu modelo BIM e distribuem os materiais pelo método, chegando-se a uma solução ótima e ainda de forma flexível em configuração de restrições de movimento, como parâmetros de CBR, expansão, permeabilidade, DMT, obstáculos entre outros.


Confira abaixo o vídeo da Webinar do PapoBIMDAY Infraestrutura realizado pela ABIMPE:



Referência bibliográfica

Attene, M., Campen, M., & Kobbelt, L. (2013). Polygon mesh repairing. ACM Computing Surveys, 45(2), 1–33. doi:10.1145/2431211.2431214

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