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A Ponte da Boa Vista é uma ponte recifense que cruza o Rio Capibaribe, conectando a Rua Nova, no bairro de Santo Antônio, à Rua da Imperatriz Teresa Cristina no bairro da Boa Vista. É um importante ponto de passagem para o tráfego de veículos e pedestres na região central do Recife. Ela é considerada a ponte mais típica da paisagem urbana da capital.


A primeira versão da ponte foi construída em madeira por Maurício de Nassau, localizada onde hoje encontramos a Ponte Velha. Cem anos depois de erguida, o governador da província, Henrique Freire, a refez já com gradis de ferro entre as atuais Ruas Nova e Imperatriz Teresa Cristina. O visual de "ponte de ferro" viria após reconstrução, em 1874, e à restauração que a descaracterizaria, em 1967.
Essa reconstrução foi ordenada pelo então governador da província, Henrique Pereira de Lucena, que viria a se tornar o Barão de Lucena. O novo projeto deu à ponte uma aparência mais moderna e é a forma que conhecemos atualmente. Ela foi feita com ferro batido importado da Inglaterra e apresenta pequenos ladrilhos que se encaixam em forma de losangos. Nas extremidades, lembretes de conflitos locais como a Guerra dos Mascates.

A Ponte Duarte Coelho tem uma história que remonta a 1868, quando foi inicialmente construída em estrutura metálica para servir ao transporte ferroviário de trens urbanos. Ela conecta a Avenida Conde da Boa Vista à Avenida Guararapes.

 

Em 1915, devido ao seu deteriorado estado, a ponte foi desativada. A segunda ponte, construída sob a administração do prefeito Novaes Filho, foi inaugurada em 1943 e sua estrutura é feita de concreto armado, destinada ao tráfego de veículos. A Ponte Duarte Coelho continua em operação até os dias de hoje.
 

Além de sua função de ligar as principais avenidas da cidade, a ponte desempenha um papel especial durante o carnaval, já que recebe o desfile do Galo da Madrugada. Todos os anos, uma escultura do galo é erguida sobre a ponte como parte das festividades carnavalescas, tornando-a um local icônico e "midiático" durante essa celebração.

A Ponte Maurício de Nassau é a mais antiga do Brasil, datando de 1643. Originalmente construída pelo Conde holandês Maurício de Nassau para ligar o Recife à cidade Maurícia, foi posteriormente substituída por uma nova ponte em 1917. Durante sua longa história, a ponte passou por várias reformas, sendo a última realizada em 1993.
O projeto da ponte começou em 1630 motivado pela pressão de empresários que buscavam melhorar a ligação entre a ilha e o restante da cidade. A construção teve início em 1642, mas enfrentou desafios e interrupções. O próprio Conde de Nassau assumiu o projeto para garantir sua conclusão. A ponte original era uma combinação de pedra e madeira e, quando inaugurada em 1644, era conhecida como Ponte do Recife, estendendo-se por uma grande distância. Apresentava dois arcos em suas extremidades, um dos quais tinha uma porta que podia ser fechada. Os arcos foram nomeados como Arco da Conceição e Arco de Santo Antônio. Em 1683, ocorreu a primeira grande reforma que manteve a estrutura original, mas adicionou imagens de santos católicos. Outra reforma significativa aconteceu em 1742, incluindo a construção de pequenos estabelecimentos comerciais.
No entanto, a estrutura da ponte não resistiu ao teste do tempo e cedeu em 1815. Uma nova ponte de ferro foi inaugurada em 1865, chamada de Ponte 7 de Setembro, mas os arcos originais foram posteriormente demolidos devido ao tráfego. A Ponte Maurício de Nassau, como a conhecemos hoje, foi inaugurada em 1917, em homenagem a seu construtor. Em 1920, foram adicionadas quatro estátuas de bronze de três metros de altura da Fundição Val d'Ornes na França, conferindo à ponte sua aparência atual.

A Ponte Princesa Isabel, anteriormente conhecida como Ponte Santa Isabel, é uma das pontes emblemáticas que cruzam o Rio Capibaribe na cidade de Recife. Sua história remonta ao século XIX, quando seu projeto original foi concebido pelo engenheiro francês Louis Léger Vauthier e a construção foi supervisionada pelo engenheiro inglês William Martineau. A ponte foi um marco notável, inaugurada em 1863, e destacou-se como a primeira ponte em ferro da cidade.
A localização da Ponte Princesa Isabel se estende ao longo da Rua Princesa Isabel, conectando as importantes vias da Rua da Aurora e Rua do Sol, desempenhando um papel vital no sistema de transporte de Recife. Ao longo de sua história, a ponte passou por várias fases de reconstrução e restauração. Em 1913, durante o governo de Dantas Barreto, ela passou por uma reconstrução significativa. Em 1967, na administração do prefeito Augusto Lucena, a ponte foi submetida a um processo de reestruturação para preservar sua importância histórica e funcionalidade após danos causados por enchentes do Rio Capibaribe em 1965 e 1966.
A Ponte Princesa Isabel não apenas representa um marco na infraestrutura da cidade, mas também conta uma parte importante da história de Recife e sua evolução ao longo do tempo. Ela é um testemunho da capacidade de adaptação das estruturas urbanas às mudanças das condições e necessidades ao longo dos anos, mantendo-se como um símbolo de grande relevância na paisagem urbana da cidade.

Localizada na confluência dos rios Capibaribe e Beberibe, próxima à sua desembocadura no Oceano Atlântico, liga os bairros do Recife e Santo Antônio. Inicialmente, em 1845, foi construída uma ponte de madeira que foi chamada de Ponte provisória. A sua construção foi ordenada pelo ministro da agricultura, o conselheiro Dr. Manuel Buarque de Macedo. Os trabalhos foram iniciados em 16 de janeiro de 1882 sob a supervisão do engenheiro Antônio Vicente do Nascimento Feitosa, o autor do projeto. No entanto, devido a diversas interrupções, a construção se estendeu por quase nove anos, culminando na inauguração da ponte em 20 de outubro de 1890.
A ponte é construída com robustos muros de apoio, onze pilares de tijolo revestidos com pedra e uma base sólida de concreto, pedra e cimento para garantir durabilidade. A estrutura superior de ferro consiste em seis vigas, com uma pista central de 7,42 metros de largura para veículos e animais, além de passeios laterais de 3,44 metros decorados com ladrilhos de mosaico hamburguês. O corrimão de ferro fundido é dividido em doze seções, conectadas por treze pilastras que suportam colunas com globos de iluminação e exibem antigas armas de Pernambuco concedidas por João Maurício de Nassau no século XVII. A ponte é uma notável combinação de funcionalidade e beleza histórica.

Conhecida como a "Ponte Velha" pelos habitantes do Recife, essa estrutura é um marco emblemático na cidade. O nome "Ponte 6 de Março" é uma homenagem à Revolução Pernambucana de 1817, um evento crucial na história de Pernambuco.

 

Apesar de seu nome oficial, a placa na cabeceira leste da ponte, próxima à Casa da Cultura, surpreendentemente a intitula de "Ponte Nova".

 

A história dessa ponte remonta a 1643, quando o Conde Maurício de Nassau construiu a primeira Ponte da Boa Vista, que foi posteriormente deslocada para seu local atual.

 

Durante a implementação do saneamento da cidade, liderado pelo engenheiro Saturnino de Brito, uma nova ponte foi erguida no mesmo local para apoiar o encanamento que atravessava o Rio Capibaribe. Inaugurada em 6 de março de 1921, a "Ponte 6 de Março" é, na verdade, uma reinterpretação da "Ponte Velha", que preserva tanto sua importância histórica quanto suas características originais, sendo um símbolo significativo da cidade do Recife.

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